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Saga Twilight – “O twilight da minha vida, rs”

Olá tudo bem?

É o seguinte, demorei bastante pra escrever sobre esta “saga” (não gosto desta palavra a não ser que venha com alguma coisa dos CDZ junto), mas agora depois de um ano… Um ano… Sinto-me bem para escrever (ou descrever) como ela foi importante pra mim, não como fã, mas como experiência. Bora…

Fã mesmo, eu realmente não me considero, eu assisti o primeiro filme sem pretensão alguma e nem achei o filme bom, achei mediano, lembro-me de gritar “Cedrico Diggory” quando o Edward apareceu pela primeira vez, e quem era Robert Pattinson mesmo? Era um menino muito gente boa que morreu no Harry Potter e o Cálice de Fogo, o qual assisti 5x e chorei 5x nesta parte, mas enfim. Eu gostei do filme em especial por não serem atores tão conhecidos, apesar de suas interpretações serem tão óbvias – tudo bem, eu já quis namorar um vampiro, mas era o irmão mais velho em Lost Boys ou o Tom Cruise em Entrevista com Vampiro – mas vampiros são maus, não gostam de alho, só entram se forem convidados, se queimam com água benta e expostos ao Sol… E mesmo não gostando da porpurina, como transformar uma história teen de amor, sem que os vampiros virassem pó se expondo ao Sol? É por esta pergunta, que elogio a autora, Stephenie Meyer: Parabéns Campeã!

Um bom tempo depois, eu ganhei os livros. Quando você entende o que se está sentindo, fica mais fácil de encarar e de superar, e foi exatamente o que o livro New Moon trouxe pra mim (sei que parece piegas, mas realmente não foi). Quando fui assistir ao filme, não estava muito bem, mas logo no começo “Estas alegrias violentas, têm fins violentos…” então cada palavra era um descrever do que eu era ou do que sentia… “Um buraco no meio do peito, um buraco na minha alma”. Cheguei em casa e devorei os livros, não parei.

Fora a exaltação do Edward no primeiro livro Twilight, New Moon e Eclipse são meus preferidos, o Eclipse encerra pra mim a escolha, entre o que eu queria e o que deveria ser, mais uma porta fechada… “Agora vou para as próximas” pensei.

Já o filme, bem, eles estão melhorando… rs (ainda não consigo gostar muito) o único que realmente parece bastante com o personagem do livro é o Jake (Taylor Lautner) ao menos foi o que eu idealizei quando li… Agora, pra quem leu ver aquele sem sal do Edward (AFF), sem comentários para Bella (Kristen Stewart), que está começando a ter algumas expressões faciais.

(ainda bem que podemos contar com os minha-nossa-senhora-que-corpo-é-esse do Emmett e do Jake, fora que o Dr. Carlisle… ui)

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o último livro Breaking Dawn, bem, nunca conheci tão bem o que significa a expressão “brochada”. Deusulivre o que acontece nos primeiros capítulos, mas com o decorrer vai melhorando, então você percebe que a história teria que acabar assim, e o fim entre o Edward e a Bella foi muito bonito por sinal.

Os livros são bons e vale a pena ler sim, eu também odeio modinhas, e quase não li por isso.

Referente aos filmes… Faça como eu, assista apenas pra vê-los em movimento… Rsrs.

Desta história se guarda várias frases, gosto de muitas, mas em especial gosto desta dita pelo Charlie:

“Às vezes você tem que escolher o que é certo, entende o que eu digo Bella? Às vezes você tem que escolher o que é melhor pra você”.

(Obrigada por também me dar a chave)

Mãos limpas

Foi em uma noite em que não conseguia dormir,
Meu peito ainda me sufocava.
Nada pareceu importar por muito tempo, assim como sentido já não havia mais.
Nunca precisei contar sobre estas dores, nunca precisei descrevê-las, nunca quis ter um buraco no meio do peito.

Sem pensar em ferir, forçou amizade mesmo quando a amizade não me valia.
Não suportou meu silêncio, mesmo quando quis gritar e calei.
Enlouqueceu todas as vezes que meu olhar não alcançava o seu,
E questionou por que não se via mais lá.
Perguntas feitas e respondidas.

Despediu-se em silêncio e voltou como se nada tivesse acontecido.

– Onde troco meia dúzia de lembranças por uma boa dose de esquecimento?

Andei lendo versos desencontrados,
Palavras escritas quando um pouco de sentimento aflora,
Estrofes destruídas numa leitura turva e sem voz
Sem sequer pensar um pouco mais, sem sequer perder um pouco mais de tempo.

Escrevo pra valer por nós, pra valer pelo tempo e que assim se mantenha.
Intacto.
Afinal, tenho esperado tantas coisas pra enfatizar…
Declaro uma pausa nos assuntos de relacionamento!
Falar de dores e amores soa tão banal.

Concedo-lhe esta rodada para afirmar me conhecer realmente.
Mova suas peças com cuidado, jogo melhor xadrez.

Xeque-mate.

Humano? Mutante?

Olá tudo bem?? (rs)

Vamos falar um pouquinho sobre a realidade ou “sei lá o quê” da convivência, ou sobrevivência urbana.

Hoje eu fui comer em um fast food (todo mundo sabe qual é mas não estou afim de fazer merchan), não foi em nenhum super shopping, foi num pobrinho e até bem assaltado nos últimos meses. Não, eu não moro no Morumbi  e não nasci lá, portanto, sei muito bem o que encontraria… Assim como os pedintes que me despertaram atenção hoje.

Repetindo, como eu não nasci em um bairro rico, e muito menos numa redoma, eu tenho costume (ou seria necessidade?) de me manter alerta, sempre olhando para os lados e pra trás, não atendendo ou mexendo no celular, etc. Me deparei com estes 2 meninos, um nitidamente mais velho, sentados a duas mesas da minha. Meu pensamento foi exatamente esse que você teve: olhei onde estava minha bolsa e quanto tempo demoraria para eles me alcançarem, se estava vulnerável demais, etc… Mas antes que pudesse concluir meu pensamento, vi quando uma mulher, sozinha, mais a frente dos meninos, os chamou e disse: “Vocês estão com fome? Vem cá, eu pago um lanche pra vocês”.

Preconceito meu? Pré-conceito então? Não sei dizer, ou não sei assumir… Mas quero dizer que nestes tempos de alerta, algumas pessoas realmente me tiram o chão como hoje. Talvez pra eles aquilo não tivesse tanta relevância quanto teve pra mim, talvez com aquela atitude eles não assaltassem ninguém hoje, ou ao invés de três assaltos fosse apenas um hoje… Preconceito ou pré-conceito de novo? Não, apenas coragem de dizer o que  penso, apenas coragem de dizer o que realmente acontece lá fora, e humanidade suficiente para publicar este post.

Será que o mundo não é mais humano? Será que vamos continuar vendo estas pessoas como estranhas e loucas? O quê realmente nos impede de fazer o mesmo? Medo? Só medo?

Não sabe responder? Então é melhor esperar que mais mutantes apareçam por aí.

x.o.x

Gis

Eu, Sr. Tumnus e o Guarda-Roupa

Submersa em meus pensamentos enquanto voltava pra casa, desejei que meu guarda-roupa fosse uma passagem secreta, pra onde eu pudesse correr assim que chegasse. Um lugar quente onde eu teria tudo e veria a todos sempre que abrisse a porta do meio, o melhor esconderijo do mundo, onde eu pudesse escolher quais aventuras viver, o que defender e por quem lutar ou morrer.

Estou percorrendo um longo caminho pra chegar até aqui sem minhas fantasias e sem meus amigos imaginários.
Todos os dias, passando mais tempo no mundo real do que na Terra do Nunca – talvez morreria se tivesse que escolher entre morar lá ou em Hogwarts.
Queria abrir a porta do meio, e de acordo com a cor escolhida por uma “geringonça” qualquer, conhecer todos os mundos, ver os amigos que eu quero visitar, encontrar o Cálcifer e ameaçar apagá-lo se eu assoprar ou se jogar água, perguntar a Al e ao Ed como eles estão agora…
Eu ia voar com o Falcon, para pensar sempre em coisas boas, pois assim eu nunca afundaria. E até queria que o Leão Leonino* falasse realmente sozinho, e que ele me abraçasse pra dormir igual eu abraço ele.

Passar as tardes ouvindo as mais belas e incríveis histórias do meu melhor amigo Sr. Tumnus, queria conversar com ele agora… E eu teria um amigo fauno, que sabe preparar um ótimo chocolate quente.

Chego em casa.
Abro a porta do meio do meu velho guarda-roupa.
Nada acontece. Com um certo alívio encontro minhas relíquias, meus melhores presentes do mundo, a prova da existência de tudo, escolho agora a hora de dormir…
Pois sempre quando tenho que acordar, é sempre quando tenho que deixá-los.

*Este é o Leão Leonino:

Repeat All

Já faz tempo que me pego pensando no que parece minha vida agora,
ou no que está parecendo.
Na tentativa de não pensar, coloquei meu velho álbum do Pearl Jam e comecei a ouvir Better Man, adoro essa música.
E abrindo a janela do Media Player tive a seguinte constatação:
Minha vida está com o botão “repeat all” emperrado.

Talvez você nem tenha notado, mas foi no mesmo dia que no ano passado, só não foi o mesmo filme e não terminou da mesma forma.
Os convites para visitar os mesmos lugares chegam o tempo todo, e confesso que estar naqueles lugares novamente seria uma prova e tanto para o buraco que carrego bem no meio do peito.
Hematomas – foi a primeira vez que comecei a gostar deles.

“She dreams in color, she dreams in red…”

Seguro continuar ouvir minha música predileta de hoje, e sonhar com meu próximo buraco negro, pode até ser forte suficiente para que esse botão desemperre
Não gosto de sentir como se eu tivesse atrapalhado, embaralhado ou terminado algo que teve seu percorrer natural em outra época, ou outra dimensão. Estraguei o continuum espaço-tempo.
Eu nunca fui bem na aula de física.

“She dreams in color, she dreams in red…Can’t find a better man…”