Archive for julho \25\America/Sao_Paulo 2010

Scott Pilgrim Vs. The World

Faz tempo que eu queria postar sobre o Scott Pilgrim, foi meu presente de aniversário!

Scott Pilgrim é um HQ escrito por Bryan Lee O’Maley, em preto e branco com muita influência dos games e quem diria, do mangá também. Lançado em 6 volumes no exterior, por aqui ele veio mais compactado, em 3 volumes (35,00 cada), a parte ruim pelo que pude ver fuçando na net, é que saem alguns especiais do lado de lá que provavelmente não vão vir pra cá nem tão cedo. Mas a história está ok num todo.

Scott é um carinha nem um pouco atraente à primeira vista, ele começa a despertar aquele sentimento amigável quando aparece na sua bandinha de rock, os Sex Bob-Omb (é eu tenho uma queda por guitarristas e baixistas qual o problema?)… E põe “bandinha” nisso. Ele mora com seu melhor amigo Wallace (semelhança entre ele e o meu amigo Eduardo é pura coincidência rsrs), está desempregado e sem pretensão alguma de mudar sua vidinha tão… “Legal”. Namora uma colegial chamada Knives Chau, relacionamento que ele mesmo define como “um dia ela pegou na minha mão”, ah esqueci de comentar, o Scott já tem 23 anos.

Sua vida têm uma virada brusca quando ele conhece Ramona Flowers (Ramona Bobona) numa baladinha, ele tenta trocar alguma palavra com a garota, mas ela dá uma boa ignorada tipo ¬¬ e  ele descobre que ela é literalmente a mulher da sua vida… Na balada, um cara diz que ela é a única entregadora na região da Amazon.com (Americanas.com), ele faz uma pedido e ridiculamente senta à porta para aguardar a encomenda – essa parte é muito engraçada mesmo – ele fala nada com nada, e pra se desvencilhar, a Ramona diz que sai com ele se ele assinar logo o recibo da encomenda. Quando ele finalmente consegue conquistá-la, descobre que pra ficar com ela, ele tem que enfrentar seus 7 ex-namorados do mal (um dos sete é uma menina rs) e aí a história fica sensacional!

Começa a pancadaria, e nas lutas ele pega itens e tem hits igual nos jogos de SuperNintendo, jogos com poucos bits (Mário, Zelda, etc), o que faz você viajar na maionese dos velhos tempos e querer ler ainda mais!

Recomendadíssimo!

E em outubro o filme estréia por aqui, dá só uma olhada, vai ser FO-DA:

Cera, SuperBad em todas!

Kick Ass – I can´t fly, but I can kick your ass

Uou Uou Uou!!!

Eu tenho que deixar postada a minha enorme satisfação em mais uma vez ver um HQ se tornando um bom filme!!!

Kick Ass – Quebrando tudo é um filme sobre um carinha nerd, daqueles sem “sex appeal” algum (como todo bom nerd que se preze) e sem nenhum tipo de músculos ou coordenação motora aparente, que num belo dia resolve ser super-herói. E pessoal, como vídeos mal gravados podem dar uma puta reviravolta… rs

Eu ainda não li o gibi encardenado muito louco que a editora carcamana enfiou a faca, mas sei onde encontro uma fonte segura para ler.

O filme retrata bem os nossos “sonhos juvenis” – como vestir a roupa do seu super-herói favorito e sair dando pancada por aí – e também retrata BEM o que realmente aconteceria se o fizéssemos, o que deixa o filme muito cômico mesmo! Fora que, pra quem assistiu SuperBad com aquele supermegafoda esquisito do McLovin (que nome é esse???), eis que ele surge novamente para dar o ar da sua graça como Red Mist (um mais bizarro que o outro acreditem).

Lutas boas, algumas massa-véi ao extremo, e pra quem curte um bom massa-véi como eu, vai curtir este filme sim, e neste quesito eu fico com a Hit Girl, menina do caráleo.
Não assisti no cinema galera, e me arrependo, o filme não ficou muito tempo em cartaz – lembrando da menina do guichê do cinema dizendo “eu assisti” quando questionada se o filme ainda estava em cartaz, e não estava mais ¬¬*** – mas é um filme que vai com toda certeza pro meu armário, recomendo.
Mas deixo uma crítica negativa, marketing e divulgação dormiram neste filme.

Termino este post da melhor maneira possível, vai aí um pouco do que aquela cabeça maldita do Millar consegue pensar:

“Sempre me perguntei por que ninguém nunca tentou.
Tipo, com tanto filme e seriado baseado em gibi, é de se pensar que pelo menos um carinha mais excêntrico teria feito uma fantasia.

Será que o cotidiano é tão divertido?
Colégios e escritórios são tão empolgantes que eu sou o único que sonho com isso?

Qualé… Fala sério.

Todo mundo já quis ser super-herói”.

[por Mark Millar]

FO-DA